"A sua nobre lembrança ficará viva para sempre", afirmou o arcebispo de Cápua, monsenhor Bruno Schettino, um dos primeiros a chegar na clínica Pineta Grande, em Castel Volturno, onde se encontra o corpo da cantora sul-africana Miriam Makeba, que morreu hoje durante a madrugada.
"Ela veio aqui falar, com o canto da justiça, homenageando aqueles que querem a integração e querem combater a camorra", ressaltou.
"Recitamos algumas orações e tentei dar conforto às pessoas presentes", acrescentou o arcebispo, para o qual Makeba se tornará "outro símbolo do resgate dessa terra".
A cantora, de 76 anos, faleceu ontem à noite, após participar de um show dedicado ao escritor Roberto Saviano, ameaçado de morte pela máfia napoletana por causa do livro "Gomorra".
Neste momento, a comunidade de imigrantes africanos de Castel Volturno está prestando suas homenagens à cantora. "Oi, mama, você é o nosso símbolo", diz um bilhete depositado junto com algumas flores na entrada da clínica onde o corpo de Makeba se encontra. "Adeus de todos nós imigrantes de Castel Volturno."