China diz que apóia Obama, mas critica protecionismo
AGÊNCIA LUSA
Quinta-feira, 06/11/2008 - 09:29
Pequim - A China afirmou nesta quinta-feira que "fará tudo o que for bom para uma suave transição de administração nos Estados Unidos e as relações bilaterais", mas criticou as tendências protecionistas atribuídas ao presidente norte-americano eleito.
"Acreditamos no comércio livre. Devemos evitar o protecionismo, que não é bom para nenhuma das partes", disse o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Qin Gang.
A China também rejeitou as críticas à política cambial da China feitas por Barack Obama durante a campanha eleitoral.
Obama pediu ao governo chinês que "acabe com a manipulação da sua moeda", que, segundo muitos norte-americanos, está "artificialmente desvalorizada".
"O desequilíbrio" da balança comercial bilateral "não pode ser atribuído à taxa de câmbio do yuan", disse o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.
Pelas contas norte-americanas, em 2007, o déficit comercial dos EUA em relação à China foi de US$ 256,3 bilhões (R$ 540,7 bilhões), "o maior de sempre com qualquer país".
Um acadêmico chinês citado nesta quinta-feira pelo jornal China Daily afirmava que "a filosofia" de Obama e do grupo de interesses que o apóiam "mostram uma tendência para o protecionismo".
O porta-voz lembrou, por outro lado, que nas relações sino-americanas, Taiwan continua a ser "a questão mais sensível".
A futuro governo norte-americano - disse Qin Gang - deve aderir ao princípio de "uma única China" e "opor-se à independência de Taiwan".