Banco luso poderá ter recurso para evitar intervenção estatal
AGÊNCIA LUSA
Terça-feira, 04/11/2008 - 09:09
Évora – O presidente do BPI, Artur Santos Silva, afirmou segunda-feira à noite que no final deste ano a instituição terá ultrapassado os 8% definidos como o novo mínimo de fundos próprios (reserva de recursos) exigido aos bancos.
Santos Silva afastou, por isso, a possibilidade de o BPI (que tem o Itaú como acionista) recorrer ao financiamento de 4 bilhões de euros (R$ 11 bilhões) disponibilizados pelo governo português.
“Nos tempos mais próximos, não vejo nenhuma razão para isso acontecer”, afirmou o presidente do BPI.
“Em relação aos objetivos definidos, anunciados ontem [domingo], o BPI no final do ano já terá ultrapassado os valores de referência indicados”, acrescentou Artur Santos Silva.
Os recursos estatais “no futuro podem ou não ser utilizados por cada um, de acordo com a sua situação”, concluiu Artur Santos Silva, que se manifestou otimista em relação à situação do setor bancário, afirmando que o presidente do Banco Central luso e o ministro das Finanças disseram que “não há razões para preocupações em concreto quanto a nenhum banco português”.
De acordo com o presidente do BPI, “neste momento está restabelecida a confiança no funcionamento do sistema bancário em geral” nos países europeus, depois das “medidas adequadas” tomadas pela União Européia e individualmente pelos membros do bloco.
Concretamente, em relação a Portugal, Santos Silva disse que o governo tomou “medidas bem pensadas”, que espera serem “mais do que suficientes para resolverem os problemas que possam vir a ocorrer nos bancos”.
Na opinião dele, “as entidades de supervisão têm atuado bem” em Portugal.