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Economia
UE reduz à metade crescimento econômico do bloco neste ano
  • AGÊNCIA LUSA
  • Segunda-feira, 03/11/2008 - 09:28

    Bruxelas - A economia da União Européia deverá crescer 1,4% neste ano, metade do crescimento de 2007. Já em 2009, há previsão de desaceleração é ainda maior: 0,2%, como reflexo da crise financeira, conforme foi divulgado nesta segunda-feira pela Comissão Européia (braço executivo do bloco europeu).

    As previsões econômicas de outono confirmam os cenários mais pessimistas, com Bruxelas apontando que "as economias da União Européia estão sendo bastante afetadas pela crise financeira", o que deve refletir no crescimento econômico até 2010.

    A Comissão prevê para a UE um crescimento de 1,4% neste ano - em 2007 foi de 2,9% -, uma queda acentuada para 0,2% em 2009 e uma recuperação para 1,1% em 2010.

    As previsões são ainda mais pessimistas para os 15 países da zona do euro, com crescimentos de 1,2% neste ano, 0,1% em 2009 e 0,9% em 2010.

    A crise financeira terá também repercussões no nível de emprego, que deverá apenas "crescer marginalmente" em 2009 e 2010, após os 6 milhões de postos de trabalho criados entre 2007 e 2008.

    O desemprego deverá aumentar um ponto percentual nos próximos dois anos, atingindo uma taxa de 7,8% na UE e 8,4% na zona do euro em 2009.

    Os déficits das contas públicas vão crescer, aumentando, na UE, de menos de 1% do PIB em 2007 para 1,6% em 2008.

    Em 2009, esse número vai para 2,3% e 2,6% em 2010, em cenários de políticas inalteradas, enquanto para a zona do euro, as finanças públicas deverão registrar déficits de 1,3 % neste ano, 1,8% em 2009 e 2 % em 2010.

    "O horizonte econômico escureceu significativamente agora que a economia da União Européia foi atingida pela crise financeira que se agravou durante o outono", minando a confiança dos consumidores e empresas, comentou o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Joaquin Almunia.

    Como ponto positivo, Bruxelas prevê uma redução da inflação, acompanhada da descida dos preços dos combustíveis, para valores na ordem dos 2 % nos próximos dois anos, tanto na UE como na eurozona.

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