Washington - Em setembro, John McCain aparecia bem nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais dos Estados Unidos. No entanto, o republicano ignorou o crescimento vertiginoso da crise financeira mundial, e viu seu rival democrata, Barack Obama, disparar sete pontos percentuais à sua frente.
A situação de McCain ficou pior depois que seu colega de partido, o presidente George W. Bush, anunciou o pacote de US$ 700 bilhões para salvar bancos e outras instituições financeiras à beira da falência.
Até o momento pré-pacote, alguns eleitores indecisos pareciam estar dispostos a dar uma chance para McCain, o que dificilmente será concretizado amanhã nas urnas.
O senador republicano tentou desesperadamente evitar sua queda nas pesquisas. Para tanto, interrompeu sua campanha e voltou a Washington sob o pretexto de que iria discutir a aprovação do pacote de resgate financeiro no Congresso.
Obama, por sua vez, não se deixou abater. Percorreu todo o país, foi melhor que McCain nos três debates televisivos realizados nas últimas semanas e, agora, segundo pesquisas, lidera a preferência dos norte-americanos, assustados com a possibilidade de não conseguirem pagar suas hipotecas.
"Eu garanto que o pacote de resgate financeiro aprovado pelo Congresso vai ajudar a evitar as perdas de imóveis e vai proteger o dinheiro da população, em vez de enriquecer os executivos", disse Obama, em discurso na Flórida. A mesma frase foi dita pelo democrata também na Carolina do Norte, e ainda na Pensilvânia.
Como não acontecia há muitos anos nos Estados Unidos, a economia voltou a ser prioridade para os cidadãos norte-americanos, que agora parecem estar mais preocupados com hipotecas do que com terroristas iraquianos.