Uribe defende política de segurança de seu governo
Agência ANSA
Sábado, 01/11/2008 - 22:49
Bogotá - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, afirmou neste sábado que é uma dedução "perversa" "confundir" a sua política de segurança "democrática", que combate os grupos guerrilheiros, com violações aos direitos humanos.
O mandatário anunciou que irá se reunir nesta semana com o procurador-geral Mario Iguarán, para "explicar" como funciona a política de recompensas, um dos pontos principais do seu plano de segurança.
Iguarán critica essa medida em meio às investigações de um possível caso de assassinato de 11 jovens, que foram apresentados como guerrilheiros, a fim de que agentes policiais ganhassem dinheiro pelo "combate aos grupos ilegais".
O tema está sendo discutido na Colômbia desde que se descobriu em valas comuns os corpos de 11 jovens mortos, que foram classificados como combatentes, o que levou à destituição de 28 militares.
"Vão começar a confundir agora a exigência de resultados para desmantelar as organizações criminosas usando como justificativa a violação aos direitos humanos. Isso é uma inferência perversa, com o propósito de eliminar a política de segurança democrática que foi bem útil nesta pátria", argumentou Uribe.
O procurador e o presidente começaram a debater nesta semana o caso da destituição de 28 militares, entre os quais três generais, ocorrido em meio às investigações para estabelecer as causas do desaparecimento e assassinato dos 11 jovens, que foram registrados pelo Exército como "mortos em combate".