Cidade do México - Os artistas mexicanos trabalham, para os cartéis da droga mexicanos e os ajudam a lavar dinheiro na América Latina, deixando em alerta os governos da Argentina, Costa Rica e Guatemala, denunciam especialistas em segurança nacional.
O escândalo foi revelado no México após a prisão temporária, na semana passada, do DJ Luis Enrique Guzmán, de 38 anos, filho dos atores Silva Pinhal e Enrique Guzmán, e irmão da roqueira Alejandra Guzmán.
O DJ Guzmán foi preso pela polícia federal na Cidade do México, em uma operação em que foram detidos 15 traficantes colombianos a serviço do cartel dos irmãos Beltrán Leyva e comandados por Teodoro Mauricio Fino Restrepo.
"Estou preocupado", confessou Enrique Guzmán, após a prisão de seu filho, e comentou que "pelo que parece" sua filha Alejandra também se envolveu com Restrepo.
"É preciso prevenir, porque até onde sei, o mafioso também conhece Alejandra. O problema é que Luis Enrique se alertou, não pude falar com Alejandra porque ela foi para a Europa", afirmou Enrique Guzmán.
A atriz Silvia Pinal confessou se sentir "desesperada" com a prisão de seus filhos, e afirmou não saber que a contrata.
Produtores musicais estimaram que cantores e grupos de música mexicana cobram até US$ 200 mil por espetáculos privados, contratados pelos chefes do narcotráfico do México.
Pedro Isnardo de la Cruz, da Universidade Nacional Autónoma do México, explicou que "há muitas bandas que cantam para os traficantes." Cruz revelou ainda que "os chefes apadrinham (os cantores), como estratégia de lavagem de dinheiro, e, de forma deliberada ou não, estabelecem contatos entre os artistas e o crime organizado."