Washington - Nos Estados Unidos, um candidato pode se tornar presidente somente se for capaz de transformar o próprio nome e o próprio rosto em uma marca, a ser estampada em gravatas, meias, camisetas, bonés, broches e qualquer outro meio para difundir o logotipo no imenso mercado eleitoral.
Nunca na história das eleições norte-americanas a propaganda eleitoral teve uma difusão e um impacto como desta vez, levando envolvendo rios de dinheiro nas campanhas dos candidatos que disputam a Casa Branca.
Os termos "Barack Obama", "John McCain" e Sarah Palin" se tornaram um símbolo para seu público, um modo de ser, que, enquanto tal, têm um mercado e uma clientela.
Mas a chave da propaganda eleitoral as campanhas dos dois candidatos à Casa Branca foram muito diferentes. A campanha de McCain foi mais tradicional, colocou à venda as clássicas camisetas e broches típicos de toda campanha, vendidos a um preço que varia entre US$ 5 e US$ 25.
Isto, até chegar Sarah Palin. Sua entrada na campanha como candidata à vice-presidência, trouxe um novo ar de fantasia aos marqueteiros, que se não fizeram a campanha chegar à dimensão de rockstar de Barack Obama, certamente revitalizou o mercado republicano.
A campanha de Obama também foi impressionante, tanto pela criatividade como por sua eficiência via internet. Camisetas, bonés e broches começaram a ser vendidos on-line por meio de grandes ofertas do tipo "pague duas e leve três".
No fim, foram mais de 85 mil os desenhos inspirados na imagem e na história do senador negro de Illinois. A Obama, foram dedicadas (e vendidas) canções, obras de arte, fotografias, vídeos, áudio-livros e dvds.
A marca Obama foi tão forte que chegou até os grandes estilistas, que em desfiles nas cidades de Milão, Nova York e Paris associaram suas coleções à imagem do senador, a mais "cool" de 2008 no que se refere à comunicação publicitária.
No ano eleitoral, deste ponto de vista, nem mesmo a Coca-Cola consegui fazer melhor, mesmo no ano das Olimpíadas.