Novo governo de Angola promete reforço da democracia
AGÊNCIA LUSA
Quarta-feira, 15/10/2008 - 12:18
Luanda - O presidente da Assembléia Nacional (AN) de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, disse nesta quarta-feira que o orgão se empenhará no reforço da democracia e alertou os deputados para a responsabilidade que o povo lhes confiou. Trata-se do segundo governo democrático de Angola.
Num parlamento composto por 220 deputados, onde o MPLA detém uma maioria de 191 deputados, “Nandó” afirmou que o início formal do mandato “é o testemunho da firme vontade e determinação” em garantir a “irreversível normalização constitucional” das instituições do Estado.
Dezenas de diplomatas, membros do igreja, militares e antigos deputados foram convidados para assistir à cerimônia.
No entanto, vários jornalistas, incluindo de agências internacionais, entre elas a Agência Lusa, foram impedidos de entrar no Parlamento com o argumento de que a segurança não tinha autorização para os deixar entrar.
No seu discurso, chegado posteriormente à Agência Lusa, “Nandó”, ex-primeiro-ministro, deixou um alerta aos deputados, avisando-os que o povo vai acompanhar muito atentamente” sua ação e desempenho.
O líder do parlamento pediu aos 220 eleitos que sejam “dignos” da “confiança” manifestada pela população, que, nas eleições de setembro, demonstrou a sua “maturidade, experiência e vocação democrática”, trabalhando com “disciplina, responsabilidade, justiça, espírito aberto e tolerante”.
“Temos sobre os ombros enormes responsabilidade”, apontou Fernando Dias dos Santos, destacando a aprovação do Plano Nacional e do Orçamento Geral do Estado, mas também o “acompanhamento da atividade do governo e a manutenção de uma relação estreita e permanente com os eleitores”, disse.
“Nandó” colocou ainda como metas para o governo melhorar a organização da Assembléia Nacional, aumentar a atividade diplomática do Parlamento e o intercâmbio com outras instituições, dando como exemplo o Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa e, entre outros, o Fórum Parlamentar Pan-Africano.
“Como presidente da Assembléia Nacional vou me empenhar para ser um fator de equilíbrio e de estabilidade, garantindo sempre a unidade na diversidade, a ordem e o cumprimento em tempo das missões que nos forem confiadas”, concluiu.