Berlim - O mercado editorial da Itália, que movimentou 3,7 bilhões de euros em 2007, registrou uma queda no número de leitores, segundo dados divulgados pelo presidente da Associação Italiana de Editoras (AIE), Federico Motta, durante a 60ª Feira do Livro de Frankfurt.
Em 2007, 24 milhões de italianos declararam ter lido pelo menos um livro durante o ano, totalizando 43,1% da população. Somente 3,2 milhões de italianos disseram ter lido um livro por mês.
Participam este ano da feira de Frankfurt 300 editoras italianas. Estará presente também o subsecretário do Ministério dos Bens e Atividades Culturais italiano, Francesco Maria Giro.
"A feira de Frankfurt é para a Itália um momento gratificante para confirmar os compromissos assumidos a favor do livro, da difusão da leitura, do trabalho que todo o setor editorial desenvolve com grandes esforços e sem o devido apoio do governo. Hoje podemos e devemos virar a página e o faremos dando finalmente vida ao Centro para o Livro, como ponto de partida para retomar a colaboração entre editoras, livrarias e bibliotecas com o governo e as instituições centrais", disse Giro.
Existem 2901 casas editoriais na Itália, que empregam cerca de 38 mil pessoas. No ano passado, o mercado editorial registrou um ligeiro crescimento de 2% em relação a 2006, correspondente a 40,7 milhões de euros.
Os primeiros meses de 2008 caracterizaram-se por um volume de vendas que dificilmente chegará aos valores de 2007, sobretudo por causa de um corte geral no consumo das famílias italianas, declarou Motta.