Líderes da UE debatem ação conjunta contra crise econômica
AGÊNCIA LUSA
Terça-feira, 14/10/2008 - 09:48
Bruxelas - Os chefes de Estado e de governo da União Européia vão debater, na quarta e quinta-feira, em Bruxelas, capital belga, a atual crise financeira, devendo adotar uma resposta coordenada, semelhante àquela já fechada entre os países da zona do euro.
Depois de os líderes dos 15 membros da "Eurolândia" terem chegado a um acordo, domingo passado, em Paris, sobre um plano de ação conjunto para salvar os mercados financeiros através de garantias bancárias e injeções de capital no setor bancário, a resposta comum à crise deverá agora ser ampliada aos outros membros da UE.
A resposta positiva dada segunda-feira e nesta terça-feira pelos mercados financeiros às medidas tomadas pelo Conselho do Eurogrupo sedimentou a idéia de que a Europa deve responder de forma conjunta à crise para tentar evitar uma queda na atividade econômica.
Na segunda-feira, no final das audiências concedidas pelo primeiro-ministro português, José Sócrates, aos partidos com representação parlamentar sobre a agenda da Cúpula Européia, o ministro luso das Relações Exteriores, Luís Amado, apontou que Portugal vai agir para que a UE adote medidas concretas em articulação entre os diferentes membros do bloco europeu, alegando que é a via mais eficaz de responder à crise.
O chefe de diplomacia disse que Portugal "tudo fará para que as medidas adotadas tenham, no mínimo, a possibilidade de se enquadrarem num conjunto de opções que o Conselho Europeu venha depois a assumir, na seqüência das recentes reuniões do Ecofin e do Conselho do Eurogrupo".
No caso português, o governo anunciou domingo que iria prestar garantias até 20 bilhões de euros (R$ 58,8 bilhões no câmbio atual) às operações de financiamento dos bancos que atuam em Portugal, para melhorar o acesso à liquidez e, assim, ajudar a economia.