84% dos norte-americanos são favoráveis a restringir o aborto
Agência ANSA
Terça-feira, 14/10/2008 - 17:23
Washington - Segundo uma pesquisa conduzida pelo Marist College nos EUA, a pedido da organização católica norte-americana Cavaleiros de Colombo, 84% dos norte-americanos se mostraram favoráveis a alguma forma de limitação para a prática do aborto, que é legalizada no país.
A pesquisa oferece um retrato dos eleitores católicos, uma realidade importante em um país com cerca de 70 milhões de católicos. A pesquisa mostra significativas diferenças entre os 65% dos católicos que se dizem praticantes e os 35% que se dizem não praticantes.
Por exemplo, 59% dos católicos praticantes são "pro life", ou seja, contrários ao aborto, enquanto 65% dos não praticantes são "pro choice", ou seja, a favor da escolha da mulher.
Sobre o aborto, 32% dos norte-americanos, segundo a pesquisa, pede que seja praticado apenas nos casos de estupro, incesto, ou para salvar a vida da mãe, enquanto 24% gostariam de limitá-lo a apenas os primeiros três meses de gravidez e 8% aos primeiros seis meses. Para outros 15%, o aborto deveria ser praticado apenas para salvar a vida da mãe.
Apenas 8% dos norte-americanos acreditam que a interrupção da gravidez deve estar disponível para a mulher em qualquer momento no arco de nove meses e 13% gostariam de proibi-la em qualquer circunstância.
"A pesquisa indica que o termo 'pro choice', quando utilizado sem especificar, polariza de maneira desnecessária a discussão sobre o aborto e esconde a existência de um amplo consenso entre os norte-americanos sobre o fato de que o aborto deveria ser significativamente restringido", afirmou Carl Anderson, representante da organização católica Cavaleiros de Colombo, que encomendou a pesquisa.