Após anúncio de plano, bolsas européias operam em alta
Agência ANSA
Segunda-feira, 13/10/2008 - 11:12
Milão - O plano contra a crise econômica mundial, traçado no último fim de semana por líderes europeus, acalmou as Bolsas do Velho Continente, que abriram hoje em forte alta.
Na abertura do pregão, o índice DJ Stoxx 600 registrava alta de 6%, enquanto a Bolsa de Londres subia 5,46% e a de Franckfurt 5,3%. A Bolsa de Milão abriu com alta de 6,4% e a de Estocolmo 6,9%.
Menos de uma hora após o início das operações, o índice DJ Stoxx 600 confirmava um aumento de 5,74%, assim como as principais bolsas do continente.
"O objetivo europeu é devolver a confiança aos mercados e conseguiram: o plano de resgate dá o mínimo de garantias, assistimos agora a uma boa alta", comentou um analista.
O andamento dos mercados europeus está indo melhor do que o registrado pelos asiáticos, que tiveram uma alta de 4% em um dia caracterizado pela ausência de Tóquio, que não operou devido a um feriado no país.
Na Europa, a alta se referia justamente aos títulos bancários, os mais abalados pela crise economia que há mais de um ano com as hipotecas 'subprime' norte-americanas: UniCredit ( 6,4%), Barclays ( 6,6%), Royal Bank of Scotland ( 5,3%).
Os chefes de Governo dos 15 países da zona do euro decidiram nesse domingo, em uma reunião extraordinária convocada pela França - país que exerce a presidência pro tempore da União Européia -, lançar um plano de ajuda aos bancos. O grupo concordou em garantir um refinanciamento bancário limitado até o fim de 2009 para impedir a falência de grandes bancos com operações de recapitalização.
Entre as medidas, as principais são: "assegurar condições apropriadas de liquidez para as instituições financeiras; facilitar a provisão de fundos para os bancos que está atualmente limitada; prover recursos adicionais de capital às instituições financeiras para garantir o financiamento adequado da economia; permitir uma recapitalização eficiente na implementação da contabilidade dadas as circunstâncias excepcionais do mercado;e melhorar os procedimentos de cooperação entre os países europeus".