Governos e bancos centrais tentam travar crise mundial
AGÊNCIA LUSA
Quarta-feira, 08/10/2008 - 09:31
Lisboa - Governos e autoridades monetárias internacionais esforçam-se para tentar travar a crise que abala o sistema financeiro internacional e os mercados de capitais de todo o mundo.
Até agora, a injeção maciça de recursos no sistema não tem surtido efeito imediatamente positivo, forçando os líderes políticos a tentar acalmar os mercados nervosos.
A maioria dos governos ocidentais já está tomando, ou anunciando medidas urgentes de socorro aos bancos em dificuldades, garantindo aos cidadãos a segurança dos seus depósitos bancários e poupanças.
Apesar disso, e da injeção sucessiva de liquidez no sistema financeiro nos Estados Unidos, Europa e Japão, o conjunto de medidas parece não ter sido ainda suficiente para estancar a sangria da crise financeira.
Seis bancos centrais, entre os quais o Federal Reserve, dos Estados Unidos (FED), o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão anunciaram, por outro lado, um calendário de ações coordenadas para tentar evitar uma crise de liquidez em dólares.
Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel interveio na terça-feira pela segunda vez para tranqüilizar os mercados, na abertura de um debate parlamentar sobre a crise financeira.
O Deutsche Bank, o principal banco privado alemão, garantiu que não iria aumentar o seu capital, pondo fim aos rumores que fizeram suas ações caírem.
No Reino Unido, o diretor-geral do Barclays, John Varley, desmentiu que o grupo financeiro tenha pedido ajuda financeira ao governo.
Paris reafirmou também o empenho em impedir qualquer falência bancária na França: "Decidimos garantir completamente a continuidade do sistema bancário francês", declarou o primeiro-ministro francês François Fillon perante a Assembléia Nacional.
Já a Islândia anunciou a nacionalização do segundo maior banco do país, Landbanski, depois de o mesmo ter ocorrido com o banco Glitnir, em 29 de setembro.
Na Rússia, o presidente Dmitri Medvedev deu conta da entrega de créditos até 950 bilhões de rublos (R$ 83,8 bilhões) aos bancos russos para consolidar os seus próprios fundos.
Ao mesmo tempo, o presidente norte-americano George Bush telefonou aos líderes europeus pedindo-lhes que coordenassem as suas ações para conter a crise financeira global. A Casa Branca anunciou que Bush está disponível para um encontro com os europeus para discutir o tema.