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Saúde
Coquetel de combate à aids ganha o 18º medicamento
Terça-feira, 07/10/2008 - 20:22

Brasília - O Ministério da Saúde autorizou o Sistema Único de Saúde (SUS) a distribuir o medicamento Raltegravir, um anti-retroviral para pessoas que desenvolveram multirresistência aos tratamentos comuns. A decisão da Comissão de Incorporação de Tecnologias (Citec) já foi ratificada pelo ministro José Gomes Temporão.

O diretor-adjunto do Programa Nacional de DST e Aids, Eduardo Barbosa, afirmou que essa é a 18ª droga a ser incorporada para disponibilização dos usuários. “Tínhamos 17 drogas que são distribuídas no Sistema Único de Saúde e para todas as pessoas que, vivendo com o HIV, precisam fazer o tratamento.”

De acordo com Barbosa, o Raltegravir é uma droga importante para pacientes cujo tratamento falhou e não está respondendo a outras combinações. “Com o Raltegravir [os pacientes] terão uma nova possibilidade de melhoria de qualidade de vida e da adesão ao tratamento.”

Segundo ele, a prescrição será feita a cada pessoa por seu próprio médico. “Todas as prescrições seguem a questão da orientação dos médicos, tem uma série de exames que terá que ser feito. Esse medicamento é específico, o paciente estará a partir da indicação do seu médico tendo passado por outros esquemas terapêuticos”.

Barbosa afirmou que esse medicamento será disponibilizado no SUS a partir do próximo ano. “O medicamento começará a ser distribuído a partir de janeiro, por conta dos processos de compra e negociação com o laboratório produtor”.

Para ele, todos os medicamentos são drogas e interferem no sistema orgânico. “Cada droga tem as suas variantes e essa também tem os seus efeitos adversos que não são tão fortes. É melhor poder contar com uma droga que possa melhorar e ampliar a sua expectativa de vida do que não ter essas drogas. Essas 18 drogas trazem problemas que estamos buscando avaliar e minimizar esses efeitos adversos”.

O diretor afirmou ainda que a expectativa é que a nova droga favoreça e melhore a vida das pessoas que já passaram por tratamentos que não surtiram efeitos. “Inicialmente esperamos atender cerca de 100 usuários com essa nova droga, mas podemos estender esse número até o final de 2009”, avaliou.

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