Milão - As bolsas ao redor do mundo viveram hoje uma nova "segunda-feira negra" graças à incerteza da aplicação do plano de resgate aos mercados financeiros proposto pelo governo dos Estados Unidos.
Em Nova York, o índice industrial Dow Jones estava pela primeira vez abaixo dos 10 mil pontos (-5,08%); a Nasdaq chegou a cair 6,15%. O preço do petróleo foi cotado abaixo dos US$ 90.
Na União Européia (UE), a falta de uma decisão comum entre os países que integram o bloco também contribuiu para a queda das principais Bolsas da região.
Os mercados financeiros de Amsterdã e Paris lideraram as perdas na Europa, com quedas que ultrapassaram os 9%. Milão (-8,24%), Londres (-7,85%), Frankfurt (-7,07%), Estocolmo (-6,12%) e Madri (-6,06%) completaram a lista de Bolsas em colapso.
Na Rússia, a bolsa de Moscou teve de encerrar o pregão depois de assistir a uma queda livre de 19,10%.
Na América Latina, a Bovespa também teve de suspender suas operações quando registrava uma baixa de mais de 12%. As bolsas de Buenos Aires (-11,53) e México (-6,42) fizeram o mesmo.
Especialistas calculam que as Bolsas do mundo perderam hoje US$ 2,5 bilhões, 20% deles só na Europa.
As primeiras nuvens negras desta segunda-feira chegaram da Ásia, onde a maior parte das Bolsas operou em queda e puxou para baixo as demais ao redor do globo.
O presidente de turno da UE, Nicolas Sarkozy, garantiu que os governos do bloco "tomarão todas as medidas necessárias para garantir a estabilidade do sistema financeiro".
Por sua vez, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, após uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que "estou convencido de que o melhor seria a criação de um fundo comum europeu".