Sangue! Vinte e sete policiais militares, a maioria em momento de folga, foram assassinados, mortos, alguns de surpresa, à traição nalguns casos, a bala, a tiros, no curso deste ano.
A família policial, civil e militar, ambas, em Salvador, na Bahia e no país, está espantada, sob o pavor que se alarga, que se expande horizontal e verticalmente, na terra, no mar e no ar. E não é alarmismo.
Wellington da Fonseca Ribeiro
A sociedade civil, em boa fase de organização, consciente do seu valor e poder, empreende a defesa da população empurrando como vigor os poderes para uma radical atenção e reflexão e, logo depois, uma concreta e bem elaborada ação diante das matanças continuadas dos atores e atrizes que vivem, moram, comem e bebem do que ganham com a produção, plantio, venda e consumo das drogas, dos tóxicos.
O Estado, colado na sociedade, só vencerá a guerra elasticamente sanguinária, gerada pelas volumosas relações comerciais das drogas, legalizando-as sob métodos, metodologia, estudo, planejamento, de modo paulatino.
Drogas e tóxicos, por serem proibidos, exercem um fascínio extraordinário principalmente sobre os jovens.O proibido acompanha a mente dos ocidentais a partir da história cristã de Adão e Eva, nus e puros num paraíso ecologicamente maravilhoso e perfeito.
O proibido aguça a curiosidade. A curiosidade nasce, vive e não morre.
O Estado para ganhar essa guerra tem que matar (matar mesmo!) e assumir o comércio das drogas e tóxicos. Orientar, distribuir mediante pagamento, controlar, educacionalmente informar os males oriundos do consumo das drogas através de poderosas campanhas médicas e publicitárias. O Estado tem nas mãos os meios de comunicação, a qualquer momento.
A transparência é o caminho real, convencedor, para o desmonte da burrice e da hipocrisia. A parte boa dos homens de bem que comandam o Estado Político tem os melhores meios e armas para vencer o outro lado – o crime articulado, submerso, organizado.
“Drogas – matando o comércio, crimes cairão”, publicado em 28 de setembro de 2007, neste Jornal da Mídia, é para levado a sério. Os grandes magnatas das drogas têm incalculáveis recursos que só fazem aumentar. Crescer. Eles, sim, é que não querem a legalização para não perder dinheiro. O lucro do comércio das drogas só perde para o petróleo. A ONU tem que mergulhar de cabeça nisso. Hoje, não. Anteontem!
Wellington da Fonseca Ribeiroé jornalista, professor e bacharel em Direito pela USCal em 1987. É Campoalegrense-Remansense (BA).