Cairo - Os 11 turistas europeus (cinco italianos, cinco alemães e uma romena), e os oito acompanhantes egípcios seqüestrados há dez dias, no sul do Egito, foram liberados hoje e estão em boas condições de saúde.
Depois de serem libertados, os reféns chegaram ao aeroporto militar Sharq, no Cairo, e foram transferidos de helicóptero militar ao hospital Maadi, onde se verificou que suas condições de saúde eram boas.
Tanto fontes italianas como egípcias negaram que houve pagamento pela libertação dos reféns, enquanto o Ministério da Defesa do Egito indicou que metade dos seqüestradores foi "liquidada".
No domingo, o exército sudanês anunciou ter matado seis seqüestradores, inclusive o líder deles, em um tiroteio ocorrido próximo à fronteira com o Egito e com a Líbia.
A libertação dos turistas foi anunciada pela televisão estatal egípcia e confirmada imediatamente pelo chanceler italiano, Franco Frattini.
"Nossos compatriotas e os demais reféns no Egito foram libertados. Estamos verificando suas condições de saúde", afirmou o chanceler, acrescentando que "os detalhes (da libertação) estão nas mãos do juiz, pois há investigações que devem ser
Uma primeira reconstrução, após o tiroteio de ontem, estabeleceu que os seqüestradores haviam fugido, abandonando os reféns. "Não estamos ainda em condições de informar sobre como tudo aconteceu, porém podemos desmentir o pagamento do resgate", afirmou Frattini em entrevista à televisão italiana.
Da mesma forma, do Cairo, o ministro do Turismo do Egito, Zoheir Garana, reiterou que "não foi pago nenhum resgate".
Frattini acrescentou que foi "uma operação de grande profissionalismo realizada de modo transparente, sem operações mais ou menos clandestinas ou secretas", e agradeceu "os amigos alemães que colaboraram conosco, e também às autoridades egípcias, sudanesas e líbias".
O presidente italiano, Giorgio Napolitano, expressou alívio e satisfação pela libertação, enquanto o premier italiano, Silvio Berlusconi, se disse "absolutamente satisfeito".
No entanto, há pontos que não estão claros. Não foi informado quem eram os seqüestradores, a quem respondiam, quais foram as forças da região envolvidas no seqüestro e em que lugares estiveram os reféns.
Investigadores italianos assinalaram que a libertação dos turistas seqüestrados "não teve derramamento de sangue", por que no momento da libertação, os seqüestradores não estavam no local.
Em Berlim, o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank Walter Steinmeier, confirmou que as 19 pessoas seqüestradas, entre turistas e acompanhantes, estão livres e em boas condições, na única declaração oficial sobre a questão das autoridades alemãs.
Steinmeier afirmou que se sentia mais sereno e agradeceu expressamente à unidade de crise da chancelaria por seus esforços em favor da libertação.
O seqüestro aconteceu no último dia 19 de setembro, quando os turistas faziam um safári no sul do Egito. Dois dias depois, a informação do seqüestro foi divulgada na imprensa. Ao longo da semana passada, as autoridades de Alemanha, Romênia, Itália, Egito, Líbia e Sudão se mobilizaram para libertar os reféns.