Nova York - O Dow Jones Industrial (DJI) caiu mais de 750 pontos hoje em um dos piores dias de Wall Street dos últimos anos após a rejeição dos Deputados norte-americanos ao plano de ajuda para os mercados financeiros no valor de US$ 700 bilhões, e pela queda do Wachovia, o quarto banco do país, que foi absorvido pelo Citigroup.
O Dow Jones Industrial perdeu 777,68 pontos ao cair quase 7%, sua maior queda em um único dia desde setembro de 2001, e fechou em 10.365,45 pontos, sua pior cotação desde novembro de 2005.
As principais bolsas da Europa e da Ásia também encerraram em baixa sob o temor de sofrerem as conseqüências da crise financeira que sacode os Estados Unidos.
O índice tecnológico da Nasdaq perdeu 199,61 pontos ao baixar 9,14%, representando sua maior queda em um só dia desde maio de 2000 e fechou em 1983,73 pontos, que é sua cotação mais baixa desde maio de 2005.
O índice Standard & Poor's 500 teve seu pior desempenho desde a segunda-feira negra de 1987 e perdeu 102, 64 pontos ao baixar 8,77%, sua cotação mais baixa desde outubro de 2004.
O barril de petróleo leve de Nova York teve baixa de mais de 11% e encerrou em US$ 93,05, ante as especulações de uma diminuição da procura.
A onça do ouro aumentou 2,45% e fechou em mais de US$ 911, após ter elevado sua demanda nos mercados dos Estados Unidos e Europa.
Além da rejeição à lei de ajuda financeira na câmara baixa, por 228 votos contra 205 votos, a bolsa de Nova York também sentiu o impacto da queda do banco Wachovia, que já é a décima terceira quebra de uma entidade financeira importante dos Estados Unidos em 2008.
O Citigroup adquiriu por US$ 2,1 bilhões as operações bancárias do Wachovia e assumiu a dívida, que alcança os US$ 53 bilhões, em uma negociação que contou com o apoio do governo federal.
A aquisição de Wachovia pelo Citigroup deixou 30% dos depósitos bancários dos Estados Unidos nas mãos de três entidades bancárias: Bank of America, JPMorgan Chase e Citigroup.
O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse em um comunicado que está "de acordo com a Corporação Federal Asseguradora de Depósitos (FDIC, sigla em inglês) e o Federal Reserve a respeito de que uma quebra do Wachovia teria significado um risco sistemático".
Paulson acrescentou que "como resultado da transição, todos os depósitos de Wachovia estarão protegidos e as dívidas serão assumidas pelo Citigroup".