Morreu ontem, aos 83 anos, o ator norte-americano Paul Newman, considerado um ícone do cinema hollywoodiano, com um câncer no pulmão, na cidade de New Haven, em Connecticut.
Quando jovem, Newman foi operador de rádio da marinha, durante os últimos três anos da 2ª Guerra Mundial. Em seguida, foi estudar na Universidade de Ohio, mas foi expulso por má conduta.
Newman estudou então artes cênicas na Universidade de Yale. Descoberto por dois agentes durante uma interpretação amadora, o futuro ator estreou no teatro em 1953, como substituto do protagonista da peça "Picnic", de Willian Inge. Foi na peça que conheceu a ambiciosa atriz Joanne Woodward, com quem se casaria, cinco anos mais tarde.
Pouco depois, o ator foi descoberto por Hollywood, onde estreou atuando em "O Cálice Sagrado", um filme pseudo-bíblico recusado por Marlon Brando. Após atuar no filme, Newman sentiu tanta vergonha que pensou em abandonar para sempre o cinema, voltando para a Broadway.
Mas em Nova York, o ator se projetou no cenário cinematográfico com o filme "Marcado pela Sarjeta", dirigido por Robert Wise em 1956. Ao longo de sua carreira, Newman seria indicado ao Oscar dez vezes, e conquistaria uma estatueta, com "A cor do dinheiro", de Martin Scorsese, em 1987.