Washington - Os candidatos à presidência dos Estados Unidos, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, coincidiram nesta sexta-feira em criticar duramente a decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de expulsar o diplomara norte-americano de Caracas.
"Estou muito decepcionado pela decisão do governo as Venezuela de expulsar o embaixador [Patrick] Duddy", disse McCain, acusando Chávez de "reprimir a seu povo" e estar "tentando comprar apoio na Bolívia e em todos os lados".
Obama, por sua vez, disse por meio de sua porta-voz, que o "confronto pré-fabricado" por Caracas "tenta dissimular a incapacidade do governo venezuelano de cumprir com as necessidades básicas de seu povo".
Chávez anunciou na quinta-feira a expulsão de Duddy e a retirada de seu embaixador em Washington, Bernardo Alvarez, em "solidariedade" com seu colega boliviano, Evo Morales, quem havia feito o mesmo com o representante norte-americano em La Paz, Philip Goldberg.
O presidente venezuelano disse que reconsiderará retomar as relações diplomáticas completas com Washington uma vez que se instale na Casa Branca o presidente eleito nas votações de novembro.
McCain afirmou que o choque diplomático com Venezuela e Bolívia reflete o que chamou "tendências perigosas" na América Latina e opinou que "a ameaça de Chávez se extende para além de suas fronteiras".