Incentivos fiscais mudam feição do antigo Comércio
Sábado, 06/09/2008 - 21:09
Salvador - Com menos de 5 anos de existência, o Escritório de Revitalização do Comércio da Prefeitura de Salvador já conseguiu atrair para a região, antes praticamente abandonada, cinco empresas de call center, que geram 13 mil postos de trabalho diretos, quatro faculdades, onde estudam 6.500 alunos, além de novos restaurantes, lojas, hotéis e serviços. A exemplo do Hilton, dois outros grandes grupos do setor hoteleiro, Tchai e Fasano, também estão apostando na implantação de mega-empreendimentos na área, que já é uma das mais valorizadas na cidade.
As mudanças no Comércio e áreas adjacentes devem-se à política de incentivos oferecidos desde 2005 pela Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Fazenda, que reduziu de 5% para 2% o percentual do ISS para empresas que se instalam na região e garantiu isenção das taxas de IPTU e ITIV. O resultado tem sido a intensificação da ocupação da área na qual quase não há imóveis disponíveis para compra ou aluguel.
Vários fatores levaram ao desaquecimento da economia do Comércio a partir da década de 80 e até 2004. As principais causas apontadas para o declínio do bairro são a falência do setor cacaueiro e dos bancos baianos, a transferência de instituições financeiras para a região do Iguatemi e a centralização dos órgãos públicos no Centro Administrativo da Bahia.
Como resultado do abandono, muitas salas comerciais da região passaram a ser alugadas pelo simples valor do pagamento do IPTU e das taxas de condomínio. Hoje, uma sala em bom estado é alugada em média por R$ 13 o metro quadrado.