Nova York - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, encerrou ontem a convenção de seu partido, realizada em St. Paul, Minnesota, sem haver citado em nenhum momento o nome do atual presidente, George W. Bush.
Segundo uma reportagem publicada hoje pelo jornal The New York Times, essa é a primeira vez, desde 1952, que um candidato do partido que está no poder deixa de se referir ao presidente.
Há quem diga, nos Estados Unidos, que a falta de referência ao presidente tenha origem nas primárias do Partido Republicano para as eleições do ano 2000, quando Bush e McCain se enfrentaram em uma dura disputa.
Mas o motivo que parece ser o mais óbvio é a baixa aprovação do governo Bush. Atualmente, o presidente ostenta pífios 30% de popularidade, o que se deve a questões como as dificuldades econômicas pelas quais passam os Estados Unidos e as conseqüências da guerra do Iraque. Por essa razão, os organizadores da convenção republicana teriam enterrado qualquer associação entre seu candidato e o governo que hoje está na Casa Branca.
Neste sentido, aproveitando-se da passagem do furacão Gustav pelo Estado da Louisiana, os republicanos cancelaram o discurso que Bush faria ao vivo, na segunda-feira, e transformaram-no em uma insossa transmissão via satélite, ocorrida na terça-feira, em que Bush falou aos presentes durante oito minutos, de Washington.
Embora, no Senado, McCain tenha votado de acordo com as posições de Bush em 90% das vezes, durante a convenção, tanto o candidato como demais figuras importantes do partido evitaram cuidadosamente tocar no nome presidente.