La Paz - O presidente da Bolívia, Evo Morales, denunciou nesta sexta-feira um "complô golpista" contra seu governo supostamente formado pelos cinco governadores departamentais (estaduais) da oposição.
"As instituições e a segurança do Estado se farão respeitar", declarou Morales, que convocou o povo a "defender o processo de mudança" que virá com a aprovação de seu projeto constitucional no referendo do dia 7 de dezembro.
O presidente disse que "está em curso um golpe de Estado" promovido por "grupos de extrema direita minoritários, mas cada vez mais violentos".
A declaração de Morales motivou uma série de protestos em toda a Bolívia. Em Beni, um dos departamentos opositores, o Exército foi atacado por manifestantes.
"Dizem que não vão respeitar o referendo sobre a nova Constituição. Isso é uma conspiração! O povo vai julgar", afirmou o mandatário.
Os protestos são acompanhados com atenção por Brasil e Argentina, que dependem do fornecimento de gás natural proveniente da Bolívia e exigem o cumprimento dos acordos bilaterais assinados.
Os governadores dos departamentos de Santa Cruz, Chuquisaca, Beni, Pando e Tarija não concordam com a reforma constitucional de Morales e reivindicam a restituição do repasse do dinheiro oriundo da exploração do petróleo, que agora é destinado ao pagamento de aposentadorias.