Crimes violentos em Portugal sobem 10% entre 2007 e 2008
AGÊNCIA LUSA
Sexta-feira, 29/08/2008 - 08:07
Lisboa - A criminalidade violenta em Portugal aumentou cerca de 10% nos primeiros seis meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2007, disse nesta quinta-feira à Agência Lusa o responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança do país, Leonel Carvalho.
Segundo o militar, a criminalidade violenta aumentou "pouco mais de 10%" nos primeiros seis meses deste ano, enquanto a criminalidade geral aumentou "pouco mesmo de 10%" no mesmo período.
Leonel Carvalho disse, porém, que a criminalidade violenta representa, apenas, de "6% a 6,5% do total da criminalidade" em Portugal, ou seja "uns poucos milhares de crimes".
O responsável ponderou também que os números da criminalidade do primeiro semestre de 2008 estão sendo comparados com os do primeiro semestre de 2007, que foi "o melhor ano dos últimos seis anos". Para Carvalho, este aumento da criminalidade "está muito longe" do que tem sido apontado pela imprensa do país.
Sem quantificar o total de crimes registrados no país, Leonel de Carvalho acrescentou que o aumento da criminalidade violenta foi provocado, sobretudo, por assaltos a bancos, carros e postos de gasolina.
O militar defendeu, por isso, a necessidade de uma alteração da estratégia de combate à criminalidade, sem a especificar, uma vez que não lhe cabe "definir ou determinar estratégias".
O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, apontou na quarta-feira a necessidade de concentrar "meios e esforços" e traçar "uma estratégia adequada" para combater a "onda de assaltos e crimes violentos" que ocorre no país.
Nesta quinta, o procurador-geral da República de Portugal, Fernando Pinto Monteiro, disse que aguarda que o legislativo faça os ajustes legais necessários para combater o problema, em alerta dirigido ao parlamento e ao primeiro-ministro.
Para a Procuradoria Geral da República, o excesso de garantias concedido aos acusados "colide com o direito das vítimas, com o prestígio das instituições e dificulta e impede, muitas vezes, o combate eficaz à criminalidade complexa".