Alíquota zero de matéria-prima ajudará a reduzir preço de insumos
Sexta-feira, 29/08/2008 - 17:58
Brasília - A inclusão de fosfato bicálcico e dos ácidos fosfórico e sulfúrico na lista de exceção da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, com alíquota zero, vai estimular as importações desses produtos, aumentar a concorrência e baixar os preços dos insumos básicos para a agropecuária, como sal mineral e adubo fosfatado.
O diagnóstico é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que elogiou a medida adotada ontem (28) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), isentando a importação desses produtos, de países de fora do Mercosul, nos próximos 12 meses.O Imposto de Importação cobrado sobre tais produtos variava de 4% a 10%.
Em nota divulgada hoje (29) na internet, o presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, destaca que “esses produtos servem de matéria-prima para a suplementação mineral da alimentação animal", e os preços em alta, que dobraram nos últimos nove meses, "têm contribuído para o aumento do custo de produção agropecuária”.
A suplementação mineral representa, segundo ele, cerca de 23% do custo da pecuária de corte, com influência semelhante também na produção leiteira, e já encareceu 80% em média neste ano. Ele disse que o sal mineral é de fundamental importância para os ganhos de produtividade do setor, e o fosfato bicálcico e o ácido fosfórico equivalem a 60% nos custos do sal mineral.
De acordo com dados da CNA, o preço do fosfato bicálcico, que em novembro do ano passado custava R$ 800 por tonelada, é comprado agora por R$ 2.100. Os maiores consumidores mundiais do produto são China, Índia, Estados Unidos e Brasil, que adquirem o fosfato bicálcico de Marrocos, Rússia, Tunísia e Jordânia.