Jerusalém - O governo de Israel anunciou para esta segunda-feira a libertação de 199 palestinos que eram mantidos presos no país. O objetivo da ação é reforçar a aliança com o governo do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, do Fatah, com o qual Israel negocia um acordo de paz e que enfrenta a oposição interna do Hamas.
Um porta-voz da Autoridade para os Prisioneiros disse que os detidos, entre eles dois que foram condenados 30 anos atrás por atentados em que morreram israelenses, foram levados a uma prisão perto de Ramallah, na Cisjordânia, onde atravessar para o território palestino por meio da passagem de Betunia.
Antes de serem colocados em liberdade, os prisioneiros foram submetidos a exames médicos e se reuniram com representantes da Cruz Vermelha Internacional. Fontes da ANP manifestaram que esperam que a decisão abra o caminho a outras libertações.
Em Israel, o ministro de Segurança Interna, Avi Dichter, ex-chefe do Shin Bet, o serviço secreto interno do país, manifestou-se contrário à libertação dos dois palestinos que participaram dos atentados que vitimaram israelenses.