Imigração aumenta prostituição feminina no sul de Portugal
AGÊNCIA LUSA
Domingo, 24/08/2008 - 15:56
Faro - Há 80 prostitutas de rua na freguesia de Quarteira, sul de Portugal, números que têm aumentado nos últimos anos devido ao aumento de mulheres imigrantes na região vindas do leste europeu, Brasil e África, disse à Agência Lusa o Movimento de Apoio à Problemática da Aids.
"Trabalho há sete anos em projetos de rua em contatos com prostitutas e noto que tem havido um acréscimo de prostitutas, nomeadamente de estrangeiras, de nacionalidade romena e brasileira, mas também da Nigéria, Serra Leoa e Camarões", afirmou à Lusa uma psicóloga deste Movimento.
Durante a tarde, mas principalmente com a chegada da noite, as prostitutas começam a passar pela rua que liga a entrada da cidade de Quarteira à região de luxo de Vilamoura.
Por 20 euros (menos de R$ 50), as mulheres vendem o corpo para os clientes. Os preços aumentam conforme as modalidades de sexo pedidas, mas muitas das vezes acabam baixando devido à concorrência.
Os clientes são de várias camadas sociais e de diferentes níveis sócio-econômicos. Engenheiros, médicos, advogados, turistas ricos, mas também jovens universitários e pessoas de idade.
Há sete anos, a psicóloga ajuda mulheres que ganham a vida na rua a se protegerem de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids.
Sobre os homens portugueses, as prostitutas de Quarteira os classificam como "bons clientes", não só porque o pagamento é feito na hora, como são muito menos agressivos que os estrangeiros.
As prostitutas romenas, por exemplo, não querem ir com os clientes da sua própria nacionalidade, principalmente quando estão alcoolizados e se podem tornar violentos. Elas preferem os clientes portugueses, mais calmos, e que gostam de conversar, segundo a psicóloga.