Identificação de mortos em acidente espanhol pode levar 48h
AGÊNCIA LUSA
Quinta-feira, 21/08/2008 - 09:00
Madri – O processo de identificação das 153 pessoas que morreram no acidente de aviação de quarta-feira em Madri poderá demorar até dois dias, sendo necessário o recurso a testes de DNA em muitos dos casos.
Especialistas forenses envolvidos no processo confirmaram que até agora apenas foram formalmente identificados 14 dos mortos, estando já praticamente concluídas as autópsias, em que participaram dezenas de pessoas.
O processo é atrasado devido ao mau estado de muitos dos corpos que, majoritariamente, estão carbonizados.
Recorrendo a impressões digitais, bens pessoais ou marcas corporais como tatuagens e piercings, as autoridades esperam ter conseguido identificar cerca de 60% dos mortos nas próximas horas.
Nos casos restantes poderá ser necessário recorrer a testes de sangue, um processo que estaria concluído até o final de semana.
Responsáveis das equipes especialistas no necrotério instalado num dos pavilhões da Feira Internacional de Madri – onde ocorrem as autópsias e o processo de identificação – deram já conta do drama que vivem os familiares das vítimas.
As primeiras identificações foram “particularmente difíceis” com as famílias sendo acompanhadas por psicólogos e por especialistas de emergência.
Igualmente difícil, admitiram médicos forenses, foram as autópsias realizadas em crianças – viajavam 20 no avião e sobreviveram três.
Em cada autópsia trabalharam quatro médicos forenses e três especialistas da Policia Cientifica e da Guarda Civil, além de vários assistentes, todos eles voluntários.
Equipas da Cruz Vermelha estão também no local a prestar assistência às vítimas.