Berlim - Por ser o país mais velho da Europa e ter sua taxa de natalidade estagnada, a Itália necessita de imigrantes para estimular a economia, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira. A pesquisa sobre as mudanças demográficas em curso na Europa foi apresentada hoje em Berlim pelo Observatório sobre a População Mundial e o Desenvolvimento Global. Os resultados indicam não só que a população italiana é a mais velha da Europa, mas também que é a segunda mais velha do mundo depois da japonesa. Entre as regiões italianas, a Ligúria lidera a classificação, com 13% de sua população acima dos 75 anos. Os nascimentos no país registram uma média de 1,35 filho por mulher. Com essa taxa, em 2030 a Itália terá perdido 2 milhões de habitantes, sustenta o estudo. "A Itália necessita da imigração", disse à ANSA Reiner Klingholz, diretor do Observatório, que enumerou os motivos dessa necessidade: desenvolvimento econômico, poucos filhos entre as italianas e envelhecimento da população.
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