Assunção - O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que tomou posse no último dia 15, chegou ao Palácio de López às 5h57 locais desta segunda-feira para "mudar a imagem do país".
O ministro da Fazenda, Dionísio Borda, anunciou que o objetivo do novo governo é "reduzir a pobreza entre 10% e 20% nos próximos cinco anos e gerar emprego anual para 100 mil jovens com poucas possibilidades de trabalho dentro de sua estrutura produtiva vigente".
Disse ainda que o governo se propõe a aumentar os níveis de segurança e a dar mais atenção às áreas da saúde e da educação.
Borda, que já foi ministro da Fazenda no começo do governo de Nicanor Duarte Frutos, reconheceu que a situação com a qual começa o mandato de Lugo é muito diferente daquela de 2003.
"Hoje não estamos em uma situação de dívidas, mas estamos obrigados a responder às demandas da extrema pobreza", comentou o ministro.
Indicou também que "o desafio é muito maior que os recursos potencialmente disponíveis".
Borda falou que pretende criar novos impostos sobre as exportações de soja, atividade que produz maior receita no país. Os ruralistas já se disseram contrários à iniciativa.
O governo divulgou hoje à imprensa os primeiros 16 decretos assinados por Lugo, referentes às nomeações de autoridades.
O secretário-geral da presidência, Miguel López Perito, informou que o governo de Lugo terá uma agenda de prioridades para seus primeiros dias de governo, na qual estarão em destaque os aspectos sociais e econômicos.
Uma das medidas adotadas hoje por Lugo se refere também à nomeação do novo comandante da Polícia Nacional, que será chefiada por Federico Acuña.
Essa designação foi a que criou mais expectativa, posto que Lugo tirou do Regimento da Escolta Presidencial a responsabilidade de sua segurança, que agora ficará a cargo da polícia.
Segundo pesquisas, um dos problemas que mais preocupa a população é a insegurança, a qual Lugo prometeu combater.