Cidade do México - A onda de seqüestros no México, que registra o mais alto índice deste delito no mundo, após superar a liderança de Colômbia e Brasil, agravou a curva ascendente de criminalidade no país, onde o governo multiplica esforços e mobiliza recursos para combater o problema.
O combate ao seqüestro está entre as principais prioridades do governo, depois do assassinato de Fernando Martí -- 14 anos, filho de Alejandro Martí, ex-proprietário da maior cadeia de lojas esportivas do país --, cujo cadáver foi encontrado em 4 de agosto passado, 53 dias depois de ter sido raptado e após o pagamento do resgate.
As primeiras investigações levaram à prisão de um chefe da polícia da cidade, José Luis Romero, e do policial federal Marco Antonio Moreno.
Poucos dias depois, o presidente Felipe Calderón propôs ao congresso endurecer as penas contra o seqüestro, entre elas a prisão perpétua para os casos em que os raptores sejam policiais, os seqüestrados sejam menores ou a vítima seja mutilada ou morta.
No México, que ultrapassou Colômbia e Brasil no recorde mundial de seqüestros, o crime organizado ameaça cada vez mais dominar o Estado, com mais de 2.600 pessoas assassinadas apenas este ano, a maioria por organizações de crime organizado.