Autor de novela das oito surpreende ao revelar nome de assassino
Juliana Brito
Sexta-feira, 15/08/2008 - 08:01
Finalmente o segredo sobre a autoria do assassinato de Marcelo, em “A Favorita”, foi desvendado. Aliás, na semana passada, não se falou em outra coisa. Cansado de se decepcionar com os desvendes de último capítulo das tramas globais, uma parcela do público elogiou a antecipação da resolução do mistério, dessa vez.
Outra parte pensa que o autor deu “um tiro no próprio pé” por ter revelado a identidade do assassino tão cedo. Sem dúvida, uma das perguntas que ficou, no capítulo da última terça-feira, foi: qual carta João Emanuel Carneiro vai tirar da manga para continuar prendendo a atenção do telespectador?
Houve também quem não gostou de ver a ex-coitadinha, Flora (Patrícia Pillar) virar, de uma hora para outra, uma psicopata. As ex-parceiras de dupla sertaneja, ao que parece, caíram no gosto do povo, tanto que muita gente já torcia para que o assassino fosse uma terceira pessoa e não uma das protagonistas.
Carneiro afirmou, durante uma coletiva de imprensa recente, que seu intuito é o de provocar o folhetim. O risco que o autor corre é grande: além de uma parte dos telespectadores ter se aborrecido ao descobrir que foi “enganada” por Flora, será que o passional público brasileiro agüentará ver Donatela ser acusada e perseguida injustamente durante boa parte da novela?
Dúvidas à parte, é certo que “A Favorita” trouxe alguma inovação ao já há muito engessado horário das oito. Do começo discreto à premissa bastante atual na qual se baseia a história (numa sociedade de discursos tão manipulados, quem estará falando a verdade?), o novato João Emanuel mostrou que ingressou no horário mais nobre da teledramaturgia disposto a se firmar como um dos favoritos da emissora carioca.