Rússia desmente uso de bomba de fragmentação em conflito
AGÊNCIA LUSA
Sexta-feira, 15/08/2008 - 09:03
Moscou - O vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Rússia negou nesta sexta-feira a utilização de bombas de fragmentação na operação militar na Ossétia do Sul e Abkházia, denunciada pela organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.
"A Rússia nunca empregou munições de fragmentação, nomeadamente na operação militar na Ossétia do Sul e Abkházia”, declarou o vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Rússia, em entrevista coletiva na capital russa.
O general Anatoli Nogovitzin comentou assim a denúncia da organização internacional Human Rights Watch, que acusou a aviação russa de ter utilizado bombas de fragmentação, cujo uso é proibido internacionalmente, nos bombardeios à cidade georgiana de Gori.
De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos, essas bombas mataram 11 civis e feriram várias dezenas.
Nogovitzin acrescentou também que as tropas russas se encontram em Gori em “missão de paz”, “com o objetivo de guardar armamentos militares georgianos e garantir a segurança da população civil”.
“O grupo operativo de capacetes azuis russos encontra-se em Gori com a tarefa de entrar em contacto com a administração local”, declarou, acrescentando que as tropas russas fornecem também ajuda humanitária aos georgianos.
O general Nogovitsin anunciou que cinco aviões da Força Aérea dos Estados Unidos transportaram para a Geórgia mercadorias, mas afirmou desconhecer de que tipo.
“Gostaríamos de saber que tipo de mercadoria, mas não dispomos de dados sobre isso”, salientou.
Segundo o responsável, as tropas russas apreenderam, na garganta de Kodor, na Abkházia, 1728 armas, principalmente de produção norte-americana, depois da retirada dos militares georgianos dessa região separatista.
Anatoli Nogovitzin declarou também que os militares russos estão prontos a manter a cooperação com a Otan.