Macau vai doar mais de R$ 1 bi para reconstrução de Sichuan
AGÊNCIA LUSA
Quinta-feira, 14/08/2008 - 21:40
Macau – O governo de Macau vai conceder nos próximos três a cinco anos um total de 5,5 bilhões de patacas (mais de R$ 1 bilhão) de apoio à reconstrução da província chinesa de Sichuan, anunciou nesta quinta-feira na Assembléia Legislativa o líder do Governo, Edmund Ho.
O chefe do executivo, que respondeu várias questões levantadas pelos deputados sobre a concretização das linhas de ação governamentais definidas para 2008, explicou que a aplicação do dinheiro público “será devidamente fiscalizada mediante a criação de um mecanismo para o efeito” de forma a “salvaguardar a utilização eficaz do erário público”.
Além do dinheiro do governo, a Fundação Macau vai contribuir com mais uma quantia de 5 bilhões de patacas.
Edmund Ho explicou que as verbas a serem outorgadas à província afetada pelo terremoto de 12 de maio, que provocou milhares de mortos, desaparecidos, feridos e desalojados num cenário de destruição que, em alguns casos, atingiu aldeias inteiras, “serão disponibilizadas de forma pragmática e conforme a realidade e andamento das obras de reconstrução, sendo incluídas no orçamento anual para apreciação da Assembléia Legislativa”.
O líder do governo acrescentou também que o secretário para Assuntos Sociais e Cultura, Fernando Chui Sai On, que lidera a comissão coordenadora de apoio, vai se deslocar no próximo final de semana a Sichuan para ”avaliação e debate sobre as obras de reconstrução e mecanismos de contato” a estabelecer com a província.
Macau vai disponibilizar de imediato 300 milhões de patacas (pouco mais de R$ 600 mil) para responder às primeiras necessidades da primeira fase dos trabalhos, elegendo como prioridade a cidade de Guang Yuan.
No final de junho, em visita à província de Sichuan, Edmund Ho anunciou um apoio plurianual do território à reconstrução da província afetada, tendo estabelecido como objetivo central do apoio hospitais, escolas, instalações esportivas e culturais, embora não tenha excluído outras possibilidades como pontes e outras obras de infra-estrutura.