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Europa
Economia portuguesa cresce 0,4% e escapa de recessão
  • AGÊNCIA LUSA
  • Quinta-feira, 14/08/2008 - 11:53

    Lisboa - A economia portuguesa melhorou no segundo trimestre e cresceu 0,4% em relação aos três primeiros meses do ano, escapando de uma recessão, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados nesta quinta-feira.

    A estimativa prévia do INE, que não apresenta valores para as várias componentes do PIB, mas apenas para o crescimento do PIB, mostra que essa alta se segue a uma queda de 0,1% no primeiro trimestre do ano (valor hoje revisto em alta dos anteriores -0,2%).

    Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a economia portuguesa cresceu 0,9%, mantendo o mesmo ritmo do primeiro trimestre.

    Esse ritmo é o mais baixo desde o segundo trimestre de 2006.

    Como não se completaram dois trimestres consecutivos de quedas em relação ao trimestre anterior, a economia portuguesa escapou de "recessão técnica", embora tenha apresentado uma quase estagnação.

    Os dados conhecidos saíram em linha com as estimativas dos analistas contatados pela Lusa, que tinham antecipado uma subida trimestral de 0,4% e de 0,7% em relação ao ano passado.

    Antes de conhecidos os dados, os analistas contatados pela Lusa admitiam que a melhoria do PIB sobre o trimestre anterior teria sido justificada sobretudo pelo investimento.

    Pedro Matos Branco, economista do BES, disse o que o "mau desempenho" da zona do euro deve ter limitado a atividade econômica portuguesa, justificando grande parte da sua quase estagnação.

    A melhoria do investimento, com alguma recuperação no setor da construção, deve ter sido a principal razão para a melhoria do PIB no segundo trimestre, num momento em que o consumo privado deve ter sido "bastante moderado", acrescentou Pedro Matos Branco.

    "É possível que com a descida do IVA em julho tenha havido [no segundo trimestre] um adiamento das compras dos bens mais caros", afirmou Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI, limitando a evolução do consumo.

    A evolução das componentes do PIB no segundo trimestre só será conhecida em 9 de setembro, quando o INE divulgará as contas nacionais.

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