Moscou - A Geórgia atacou hoje a capital da república separatista de Ossétia do Sul destruindo infra-estruturas civis e causando a morte de ao menos 1.400 pessoas, segundo o presidente dissidente, Eduard kokoity.
Tropas russas atingiram posições de Tbilisi e estabeleceram um comando em Ossétia do Norte.
O governo de Ossétia do Sul, que reclama sua independência da Geórgia e sua unificação com a Ossétia do Norte, declarou que nos ataques foram destruídos hospitais, escolas, universidade e lojas.
"Tudo foi destruído. Dispararam contra as casas, os hospitais. Todos os locais da cidade estão em chamas, escolas, universidade, ministérios, parlamento", disse o porta-voz Inal Pliev.
Todavia, as forças de Ossétia do Sul "controlam" Tskhinvali, disse a porta-voz do governo separatista, Irina Gogloieva, citada pela agência russa Interfax, contradizendo afirmações anteriores do presidente georgiano, que afirmou que a capital da Ossétia do Sul estava em poder de militares do governo central.
Fortes combates aconteceram hoje ao sul de Tskhinvali entre forças de interposição russas e unidades militares georgianas, segundo um comandante russo, informou a agência russa Ria-Novosti.
O militar acrescentou que nos choques de hoje morreram 12 militares russos e outros 150 foram feridos.
Autoridades da Rússia e da Ossétia do Sul declararam que as forças georgianas dispararam inclusive contra ambulâncias que tentavam passar por zonas onde havia vítimas civis.
O coronel Igor Konashenkov disse que as forças georgianas impedem a travessia aos hospitais. Milhares de civis que escapam da zona de enfrentamento se dirigem para a Rússia, informou hoje a porta-voz das Nações Unidas, Michelle Montas, baseada em dados do Alto Comissário para os Refugiados.
No entanto, o Conselho de Segurança da ONU começou hoje uma reunião de urgência sobre a crise entre a Geórgia e a república separatista de Ossétia do Sul, com participação russa.
O organismo tem estudado uma proposta de declaração, não-vinculante, que segundo esclareceu não conta com apoio unânime.
Os Estados Unidos manifestaram hoje que mantêm seu apoio à integridade territorial da Geórgia, um de seus principais aliados na região do Cáucaso, mas pediu um cessar-fogo imediato.