Pequim - Presente nos Jogos Olímpicos desde Los Angeles-84, o tênis brasileiro nunca subiu ao pódio. A partir do dia 10 de agosto, no Centro de Tênis Olympic Green de Pequim, Thomaz Bellucci, Marcos Daniel e a dupla formada por André Sá e Marcelo Melo começam a dura missão de alterar essa realidade. A maior esperança de mudar esse panorama reside na dupla André Sá e Marcelo Melo, que está entre as dez melhores do mundo segundo o ranking da ATP. "Do jeito que a gente vem jogando, dá para fazer história e podemos chegar ainda mais longe", concorda Sá, o mais velho da equipe, com 31 anos.
Mais cauteloso que o companheiro, Marcelo Melo não quer se preocupar com essa responsabilidade. "Vamos brigar por uma medalha, mas a gente não quer entrar em quadra com o pensamento de que todo mundo está esperando isso, o que geraria uma pressão desnecessária.", diz o tenista. O entrosamento dessa dupla vem desde a infância em Belo Horizonte. "O André era amigo do meu irmão, que agora é nosso técnico, e freqüentava minha casa. Fizemos a primeira parceria em um torneio em Campos de Jordão. Depois, conseguimos uma seqüência de seis finais seguidas, o que é muito difícil. Após isso, decidimos que jogaríamos sempre juntos.", explica Marcelo, de 24 anos.
Nas disputas pela categoria simples, o Brasil conta com a experiência do gaúcho Marcos Daniel, 30 anos, e a juventude do paulista Thomaz Belluci, 20 anos, uma das maiores promessas do tênis brasileiro nos últimos anos. Canhoto e com características ofensivas, Bellucci não se incomoda com a pressão e acredita que Pequim 2008 será muito importante para a sua carreira. "Jogarei tranqüilo. Independente do torneio, sempre procuro me doar ao máximo. É uma competição com excelentes jogadores, como se fosse uma master series. Para mim será especial.", afirma o tenista.