Pequim - Na véspera de sua quarta participação em Jogos Olímpicos, o bicampeão olímpico Robert Scheidt terá uma nova experiência em Pequim 2008. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, dia 8, na Casa Brasil, em Pequim, Scheidt disse que está pronto para sua estréia olímpica na classe Star, na qual fará dupla com Bruno Prada, a quem conhece há 25 anos. Além de Scheidt e Bruno estiveram na Casa Brasil o técnico Walter Boedner e o chefe de equipe Cláudio Biekark.
Junto com a equipe de vela eles vieram a Pequim pra participar da Cerimônia de Abertura dos Jogos, marcada para às 20h08 desta sexta-feira, dia 8, no Estádio Nacional, conhecido como Ninho de Pássaro.
A estréia em uma nova classe nos Jogos Olímpicos tem motivado o velejador. "É um desafio. Essa mudança de classe aconteceu num momento certo, pois tinha chegado a hora de mudar. Eu já venho velejando alguns eventos na Star desde 2001 e depois da decisão de trocar de vez após os Jogos de Atenas os resultados vieram de forma rápida. Isso me motivou a estar aqui em Pequim em outra classe" , afirmou Scheidt.
Seu companheiro de embarcação, Bruno Prada, que participa pela primeira vez dos Jogos Olímpicos, não vê a hora de começar a disputa no dia 15. "A fase de treinamentos em Qingdao foi muito boa. Conseguimos fazer tudo o que tínhamos planejado. Mas eu não agüento mais treinar, quero competir", revelou Prada.
Nos Jogos Olímpicos Pequim 2008 Robert terá outra importante missão. Ele será o porta-bandeira do Time Brasil na Cerimônia de Abertura. "Participei das Cerimônias de Abertura nas outras três vezes é um momento que você acumula energia positiva, sente a grandeza dos Jogos. Carregar a Bandeira do Brasil realmente vai ser marcante, será um dia que eu vou lembrar para o resto da minha vida", disse o velejador.
Além da dupla da classe Star , a vela brasileira ainda conta com mais dez atletas em cinco classes que estão treinando em Qindgao. Para o chefe da equipe brasileira, Cláudio Biekark, é um grupo muito coeso. "Temos uma equipe que mescla velejadores experientes e alguns que nunca participaram dos Jogos e isso é bem interessante para o grupo. Esta equipe está bem unida é isso é uma grande satisfação para mim", contou Biekark.
Uma preocupação geral entre os velejadores e o técnico Walter Boedner é a questão de poucos ventos na raia olímpica. "A raia tem ventos fracos, que voltaram nos últimos dias, e uma correnteza muito forte. Isso é uma coisa importante de passarmos para os atletas, para que possamos fazer uma boa estratégia de regata. Na classe Star você tem a possibilidade de usar dois tipos de velas é isso também é importante de se avaliar para saber qual devemos usar de acordo com as condições da raia", revelou o técnico.
Após a coletiva, Scheidt e Prada aproveitaram a folga antes da abertura dos Jogos para conhecer a Cidade Proibida, que fica próxima à Casa Brasil. Neste sábado, dia 9, pela manhã, a equipe de vela retorna a Qingdao para a preparação final antes da estréia nos Jogos.