Vôlei feminino inicia busca pela inédita final olímpica
Quinta-feira, 07/08/2008 - 17:07
Pequim - A equipe feminina de vôlei do Brasil, comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, chega a Pequim após um ciclo olímpico em que tentou provar que a derrota para a Rússia nos Jogos Olímpicos de Atenas, Grécia, quatro anos atrás, já foi superada. A recente conquista do Grand Prix e uma série de bons resultados credenciam a seleção a alcançar pela primeira vez uma final olímpica na capital da China, a partir da estréia de sábado, 09 de agosto, às 12h30 (1h30 de Brasília), contra a Argélia.
No ultimo ciclo olímpico, o Brasil ficou sempre entre os primeiros colocados nas principais competições internacionais da modalidade Foram três títulos do Grand Prix, o vice-campeonado mundial, no Japão (2007); dois titulos sul-americanos (2005 e 2007); o vice-campeonato da Copa do Mundo, no Japão (2007); a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos Rio 2007 e o título da Copa dos Campeões (2005). Embalada pelo recente título do Grand Prix, a seleção feminina do Brasil manteve a base de Atenas e para buscar o lugar mais alto do pódio em Pequim.
"O último ciclo olímpico foi muito importante. Pudemos testar as jogadoras, que participaram dos principais torneios da temporada. Acredito que tenhamos chegado perto da meta de 150 jogos e um aproveitamento excepcional que chegou perto de oitenta e oito porcento de vitórias. Mas todo trabalho que fizemos foi com vistas a este momento. Acho que chegamos aos Jogos Olímpicos com uma condição legal", analisou José Roberto Guimarães.
O Brasil está no grupo B, ao lado de Argélia, Brasil, Cazaquistão, Itália, Rússia e Sérvia. A eterna rival Cuba, além de Itália, Russia e China despontam como os maiores adversários do Brasil na caminhada rumo ao inédito ouro olímpico.
"A meu ver, o grupo em que caímos é dificílimo. Rússia, Itália e Sérvia são muito fortes. Já nas quartas-de-final, temos chance de enfrentar um adversário forte. Além dos já citados, temos que ter muito cuidado com Estados Unidos, Cuba, Polônia, China e Japão, que me surpreendeu no Grand Prix. O título do Grand Prix foi importante, mas a verdade é que o intuito da competição era treinar. Agora é página virada. Temos um grupo de jogadoras experientes, mesclando com a juventude. Jogadoras que estão crescendo e outras que conseguem dar suporte. O grande destaque desse grupo é a versatilidade das jogadoras", avaliou o técnico, que foi medalha de ouro nos Jogos de Barcelona, Espanha, em 1992, comandando a seleção masculina.