Pequim - O embaixador italiano na China, Riccardo Sessa, desmentiu os rumores da existência de qualquer contato diplomático por parte do governo chinês, após alguns políticos italianos pedirem que os atletas do país não comparecessem à cerimônia de abertura das Olimpíadas como forma de protesto contra a violação dos direitos humanos na China.
"A embaixada italiana na China não foi objeto de nenhuma moção das autoridades chinesas. No mais, sabemos da sua sensibilidade", afirmou Sessa.
"Não é a primeira vez que verificamos divergências, mesmo dialéticas, entre a política e o esporte. É a dialética normal em um país. Mas as autoridades políticas e esportivas italianas responderam de modo excelente. Nos concentramos nessas grandes Olimpíadas, sediadas em uma das maiores potências mundiais, com o objetivo de realizar um sonho", continuou o diplomata.
Questionado sobre a possibilidade de manifestações de protesto por parte dos atletas italianos, o embaixador disse que em uma situação como a dos Jogos "deve-se esperar um pouco de tudo", mas concordou com o presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Giovanni Petrucci, afirmando que "cada um é livre de fazer aquilo o que quiser, mas nas formas e nos lugares oportunos".