Salvador - Seja por prevenir lesões ou por aperfeiçoar a perfomance e refinar movimentos, o Gyrotonic tem sido descoberto por atletas e esportistas como uma técnica de apoio para uma prática desportiva mais segura e precisa. Baseado em princípios da yoga, natação, tai-chi-chuan e balé, o método é praticado numa torre de madeira com um sistema de cabos, polias e alavancas, que promovem uma "viagem" a movimentos, muitas vezes, nunca antes experimentados.
"É um trabalho corporal que prepara tanto em termos técnicos, quanto em precisão, equilíbrio e garante uma melhor performance artística", comenta a professora e bailarina Simone Bonfim. Ela explica que a dança contemporânea exige um corpo preparado para tudo. "Um dia você salta de uma escada, no outro desce de rapel, dança sobre pratos, e o Gyrotonic ajuda nas conexões corporais, entre um movimento e outro", completa.
O empresário e esportista Renato de Araújo conta que encontrou no Gyrotonic a "chave" para retomar a prática de esportes após uma longa crise de dores na cervical. Segundo ele, depois de fazer musculação, natação e andar de bicicleta, apenas o Gyrotonic devolveu o vigor e condicionamento físico que ele buscava ter de volta.
"Antes de iniciar o Gyrotonic®, passei por uma verdadeira maratona de exames, consultas médicas, quiropraxia, fisioterapia, fiz quase de tudo e comecei a ter uma vida praticamente normal novamente. No entanto, sentia muita dificuldade em praticar esportes. Tentei de tudo: natação, mas a posição da cervical na água não me favorecia, sentia desconforto; musculação também, mas não deu muito certo; com a bicicleta, a minha cervical 'gritava'; foi então que comecei o Gyrotonic".
De acordo com Renato, "foi como entrar um estado de nirvana". O método abriu portas para uma série de benefícios, passando pela consciência corporal até o total bem estar físico. "Iniciei uma fase muito produtiva em minha vida pessoal, profissional e espiritual, pois o bem estar físico associado à consciência corporal desencadearam algo que chamei de um novo despertar. Meu vigor físico tornou-se a "mola propulsora" que faltava em minha vida.
Ele conta que hoje têm 75 kg, vinte quilos a menos do que em 2003 – quando iniciou a prática, e faz de tudo: anda de skate, snowboard, bicicleta, corre e faz trapézio. "Isso sem contar minha rotina diária de 12 horas de trabalho, além da vida social, que está como a de um adolescente de 18 anos", comemora.
Segundo a pré-formadora em Gyrotonic Beatriz Adeodato, o método Gyrotonic beneficia enormemente atletas e bailarinos, pois auxilia tanto na prevenção de lesões como no aperfeiçoamento da performance. "O que o torna tão eficiente neste propósito, além da diversidade no seu repertório de movimentos, é a combinação de elementos como alinhamento e percepção", explica.
Segundo a professora e bailarina – que está à frente do Studio Móbile-Gyrotonic Salvador, que funciona como centro de formação no método –, em todos os movimentos realizados na técnica, a atenção do praticante é direcionada para detalhes de posicionamento e alinhamento de segmentos corporais, assim como de esforço e intenção. "O alinhamento correto garante que as cargas e forças que operam durante o movimento, na relação com a gravidade, sejam mais equilibradamente distribuídas, deixando o corpo menos suscetível às forças destrutivas que normalmente levam a lesões".
Além disso, a técnica, segundo Adeodato, desenvolve a capacidade de perceber o corpo de forma fina. "Essa propriedade é essencial para desenvolver outra capacidade importantíssima para os atletas: a de fazer pequenos ajustes e mudanças na maneira de realizar um movimento de forma mais precisa".
Segundo ela, quando se fala de atletas e bailarinos, pequenas alterações podem fazer uma grande diferença tanto na qualidade da sua performance (no ganho de uma técnica mais apurada, seja esta qual for, que, por usa vez, leva a melhores resultados), como na diminuição de impactos e desgastes naturais nessas atividades tão intensas e repetitivas.