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:: Brasil ::
Investigação
Motorista entra na Justiça pela volta de Protógenes
  • Do site www.congressoemfoco.com.br
  • Sexta-feira, 25/07/2008 - 09:10

    Brasília - A saída do delegado Protógenes Queiroz do inquérito da Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, começa a incomodar a sociedade. Um motorista do Rio de Janeiro ingressou ontem (24) à tarde com uma ação popular na Justiça pedindo uma liminar para que o policial volte a conduzir o caso. A explicação oficial da Polícia Federal (PF) é que Protógenes saiu voluntariamente para participar de um curso de qualificação e aumentar seu salário.

    Mas o motorista particular Wellington Borges da Silva Lúcio, ex-aluno de curso de Direito, não acredita nisso. Ele ajuizou uma ação popular contra a União e o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Daiello Coimbra. O pedido é para que a Justiça Federal reconduza imediatamente Protógenes ao caso. Isso deve ser decidido na próxima semana pelo juiz Alberto Nogueira Junior, da 10ª Vara Federal do Rio, segundo cálculos dos advogados do motorista.

    Morador da Abolição, na zona norte do Rio de Janeiro, Wellington Lúcio tem 28 anos, é casado e se sente “lesado” quando compara sua situação com o afastamento do delegado e com alguns crimes narrados na Operação Satiagraha: corrupção ativa, lavagem de dinheiro e desvio de verbas.

    O motorista começou a fazer faculdade de direito, mas teve que parar depois de quatro anos de curso por dificuldades financeiras. “A gente, como cidadão, se sente lesado. É muita vergonha isso”, desabafa ele, para quem a saída de Protógenes foi “política”.

    Comentando o caso com dois colegas de faculdade que conseguiram se formar, os três decidiram ir à Justiça. “A gente tinha conversado sobre isso e decidimos agir”, explica o advogado Ivo Tavares, um dos amigos que representa Wellington na ação.

    Ele explica que ação popular é um instrumento pouco utilizado pela população, mas que – assim como a ação civil pública, usada pelo Ministério Público – pode ser impetrada para defender os interesses da sociedade.

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