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Alô Bahia
Caso Barradão: um tiro no pé do governo.
Terça-feira, 15/07/2008 12:59

jmusta acreditar que o governo da Bahia, cheio de prioridades para atacar e com muitos problemas dificílimos para solucionar, como o da segurança pública, se dedique a promover uma reunião na Governadoria envolvendo dois secretários de Estado, para resolver o "caso do Bahia", que não tem onde mandar seus jogos em Salvador depois da tragédia da Fonte Nova.

Descrição da Foto
Fernando Schmidt, chefe da Casa Civil do Governo da Bahia, está envolvido na solução de um problema que não representa benefício algum para o povo, mas sim para clubes de futebol.
Pedir ao Vitória para deixar o adversário jogar no Barradão e em troca oferecer "obras de infra-estrutura" para o bairro de Canabrava soa como uma brincadeirinha de torcedores e não como uma proposta de dois secretários de Estado. Canabrava precisa, sim, de obras do governo e da Prefeitura, mas isso independe do Vitória.

É uma obrigação do Estado e do Município promoverem ações e levar melhorias para a população do bairro, que precisa muito. Aliás, somente na gestão de Antonio Imbassahy é que a comunidade de Canabrava foi beneficiado com obras: ganhou escolas, uma unidade de reciclagem, postos de saúde, foi pavimentado e hoje já abriga vários conjuntos habitacionais. Sem o lixão, que acabou também na gestão de Imbassahy, o povo da região passou a viver com mais dignidade. O prefeito João Henrique, que recentemente apareceu no estádio com uma camisa vermelha e preta, nada fez pelo bairro.

De Fernando Schmidt, ex-presidente do Bahia, nunca tinha se ouvido antes qualquer palavra ou um simples gesto de boa vontade em relação ao estádio rubro-negro. O Barradão, como é do conhecimento público, sempre foi um equipamento ridicularizado pelo Bahia de Schmidt. Era o lixão de Salvador ou o "Barralixo".

Em 1999, o tricolor entrou na Justiça e abandonou a disputa de um jogo final contra o Vitória. E Schmidt jamais se manifestou. Não é justo que agora o governo se empenhe tanto por um simples problema esportivo que tem que ser resolvido pelos cartolas de futebol e não pelo Estado. E se o objetivo é tirar proveito político com as eleições municipais, o erro é ainda maior. A proposta do governo seria, nesse caso, um verdadeiro tiro no pé.

  • Clique e leia também: 'Cala boca' para o Vitória deixar o Bahia usar o Barradão
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