
usta acreditar que o governo da Bahia, cheio de prioridades para atacar e com muitos problemas dificílimos para solucionar, como o da segurança pública, se dedique a promover uma reunião na Governadoria envolvendo dois secretários de Estado, para resolver o "caso do Bahia", que não tem onde mandar seus jogos em Salvador depois da tragédia da Fonte Nova.
|
| Fernando Schmidt, chefe da Casa Civil do Governo da Bahia, está envolvido na solução de um problema que não representa benefício algum para o povo, mas sim para clubes de futebol. |
Pedir ao Vitória para deixar o adversário jogar no Barradão e em troca oferecer "obras de infra-estrutura" para o bairro de Canabrava soa como uma brincadeirinha de torcedores e não como uma proposta de dois secretários de Estado. Canabrava precisa, sim, de obras do governo e da Prefeitura, mas isso independe do Vitória.
É uma obrigação do Estado e do Município promoverem ações e levar melhorias para a população do bairro, que precisa muito. Aliás, somente na gestão de Antonio Imbassahy é que a comunidade de Canabrava foi beneficiado com obras: ganhou escolas, uma unidade de reciclagem, postos de saúde, foi pavimentado e hoje já abriga vários conjuntos habitacionais. Sem o lixão, que acabou também na gestão de Imbassahy, o povo da região passou a viver com mais dignidade. O prefeito João Henrique, que recentemente apareceu no estádio com uma camisa vermelha e preta, nada fez pelo bairro.
De Fernando Schmidt, ex-presidente do Bahia, nunca tinha se ouvido antes qualquer palavra ou um simples gesto de boa vontade em relação ao estádio rubro-negro. O Barradão, como é do conhecimento público, sempre foi um equipamento ridicularizado pelo Bahia de Schmidt. Era o lixão de Salvador ou o "Barralixo".
Em 1999, o tricolor entrou na Justiça e abandonou a disputa de um jogo final contra o Vitória. E Schmidt jamais se manifestou. Não é justo que agora o governo se empenhe tanto por um simples problema esportivo que tem que ser resolvido pelos cartolas de futebol e não pelo Estado. E se o objetivo é tirar proveito político com as eleições municipais, o erro é ainda maior. A proposta do governo seria, nesse caso, um verdadeiro tiro no pé.
Clique e leia também: 'Cala boca' para o Vitória deixar o Bahia usar o Barradão