Teerã - O chefe do Estado-maior do Exército iraniano, o general Hassan Firouzabadi, advertiu que seu país fechará o Estreito de Ormuz, por onde escorre 40% do petróleo mundial, se os interesses do país forem ignorados, informou a agência Fars.
Ele destacou, no entanto, que a prioridade da República Islâmica é manter o Estreito de Ormuz aberto.
Os Estados Unidos, assim como Israel, não excluíram recentemente a possibilidade de utilizar a força contra o Irã em resposta a seu programa nuclear, que segundo os ocidentais representa uma ameaça militar sob pretexto de um programa civil.
Além disso, o chefe dos Guardiões da Revolução, o exército ideológico do regime, o general Mohammad Ali Jaafari, ameaçou ainda hoje o inimigo de "golpes fatais" no Golfo.
"Os guardiões estão equipados de mísseis os mais sofisticados que podem destruir o equipamento naval dos inimigos", disse, citado pela Fars.
Ele acrescentou que, em caso de ataque contra o Irã, "as táticas de guerra dos guardiões não deixarão nenhum inimigo fugir".
O general Jaafari já havia dado a entender recentemente que a República Islâmica poderia fechar o estreito de Ormuz em represália a um ataque contra suas instalações nucleares.
Pouco depois, os Estados Unidos indicaram que não permitiriam ao Irã fechar o Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz é um canal estratégico que separa o Irã ao norte do sultanato de Omã ao sul.