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:: Opinião ::
Análise
As ciências revelam Deus
  • Wellington da Fonseca Ribeiro *
  • Terça-feira, 03/06/2008 07:45

    As ciências são contemporaneamente as provas úteis, visíveis, palpáveis, materiais, as melhores provas da existência de Deus. No mundo contemporâneo, a ciência prova satisfatoriamente a existência de Deus. O combustível da ciência é a inteligência.

    O aumento da inteligência, a maximização multilateral da inteligência, é o que faz mover e evoluir, cada vez mais, a ciência. A inteligência nutre a ciência. O alimento da ciência é a inteligência.

    Wellington da Fonseca Ribeiro
    O aumento, o crescimento, da inteligência humana, que se reflete expressivamente no mundo científico e tecnológico, na produção de aparelhos, equipamentos, peças, objetos, enfim, tudo que é produzido e fabricado para a melhora multilateral da vida das pessoas na imensa, porém, cada vez mais interligada raça humana em convivência social, a sociedade dos povos do planeta, é a prova mais visível, exteriorizante, explícita, pública, material, colorida, espiritual, da existência de Deus.

    O Evangelho e os evangelistas, assim como os sagrados e sábios textos bíblicos, foram formidáveis para explicar, narrar, relatar, a existência de Deus – Pai, Filho e Espírito Santo – as três pessoas da Santíssima Trindade, numa época remota, antiga, em que o mundo convivia com baixos níveis de conhecimento científico e tecnológico. Da invenção do fogo até o surgimento da luz elétrica, da eletricidade, a vida humana nas sociedades existentes era bem rudimentar, primária, tribal, informal.

    Do avião e da televisão em diante, a humanidade agregou muitíssimas e multilaterais transformações em praticamente todos os campos da realidade da vida em comunidade, em sociedade, sob os impactos extraordinários da cada vez mais veloz produção científica e tecnológica. Tudo pode mudar em pouquíssimos minutos.

    As produções científicas e tecnológicas, revolucionárias, cada dia que passa estão mais impactantes, transformadoras, revolucionárias, as quais, para nossa alegria, têm aumentado o conhecimento, a racionalidade, e, muito significativamente, a inteligência do animal, o ser, o ator humano.

    Deus é amor. Amor que colige, que se junta, que se reúne e se unifica com a inteligência. Amor e inteligência perfeitas.

    Deus é a ciência e a filosofia. A inteligência impulsiona a experiência e esta faz crescer a ciência. A ciência para se expandir, para se renovar, para se transformar e, assim, melhorar, multilateralmente, a vida humana, necessita, precisa, demanda, busca, a inteligência.

    Se o amor é a energia que aquece a alma, o espírito, a experiência é a chama que aquece a ciência.

    A ciência, a fé e a religião têm uma cultura de incompatibilidade que só faz atrasar, emperrar, emparedar a qualificação cristã e espiritual dos atores humanos. A ciência, a fé e a religião são para ser compatíveis com o que for mais digno para o crescimento individual, pessoal, comunitário, de toda a raça humana, que num futuro não muito distante será um planeta ligadíssimo por todos os meios de transporte e comunicação. Imagens ao vivo para toda a população da Terra dos fatos que as grandes redes de comunicação costumam veicular.

    Publicamos, no dia 24 de março passado, no canal Opinião do Jornal da Mídia, artigo sob o título “Inferno eterno, nem Hitler merece”, no qual argumentamos que a inteligência de Deus não permitiria a existência desse estágio de sofrimento infinito para qualquer alma ou espírito. Tecemos considerações sobre a perfeita inteligência de Deus. O escrito tem natureza filosófica, teológica, tendendo para uma pequena visão analítica da ciência e de Deus.

    Dois dias depois, em 26 de março, a revista IstoÉ publicou, na seção Comportamento, uma matéria, de autoria de Tatiana de Mello, intitulada “O cientista de Deus”, sobre o cientista e teólogo polonês Michael Keller, que demonstrou, através de leis da física e da filosofia, que Deus existe. Por sua obra, Keller recebeu um prêmio no valor de um milhão e 600 mil dólares, concedido pela Fundação Templeton, instituição norte-americana que reúne pesquisadores de todo o mundo.

    Seu trabalho reúne, une, a teologia e a ciência. É o que eles estão chamando na Europa de “Teologia da Ciência”. Alegra-nos saber que os nossos escritos sobre Deus, filosofia, ciência, fé, religião, teologia, de algum modo, em alguns momentos, mantêm uma boa proximidade.

    Resultado: a ciência encontrou Deus. Quanto mais benéfica a ciência e a tecnologia forem para melhorar as condições da família humana no planeta, mais os homens, as ciências e as tecnologias se aproximam de Deus. Amor, inteligência, experiência e ciência ser juntam, se aglutinam, são conteúdos de Deus.

    De sonda ou de avião, o destino é a felicidade. Inferno eterno, ninguém merece.

    Wellington da Fonseca Ribeiro é jornalista, professor e bacharel em Direito pela USCal em 1987. É Campoalegrense-Remansense (BA).

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