Depois de terremoto, China precisa de abrigo para 5 milhões
AGÊNCIA LUSA
Quarta-feira, 21/05/2008 - 17:50
Pequim - A China completou nesta quarta-feira os três dias de luto oficial decretado em memória das vítimas do terremoto de Sichuan. O maior desafio das autoridades, agora, é alojar as cinco milhões de pessoas que perderam suas casas na tragédia.
Passada mais de uma semana do desastre, o plano para os locais atingidos pelo pior tremor dos últimos trinta anos mudou de prioridade, passando do estado de emergência para um cenário de recuperação.
Segundo relatos da imprensa estatal chinesa, milhares de pessoas estão vivendo em cidades-acampamento, como a encontrada perto da montanha de Qianfo, na região do desastre.
"Depois do terremoto, não conseguimos dormir durante cinco dias. Tínhamos medo, muito medo", afirmou ao jornal China Daily Chen Shigui, agricultor de 55 anos que caminhou pela montanha durante dois dias com a mulher e o pai para chegar à vila.
"Me senti aliviado quando chegamos aqui, que é bem mais seguro do que a minha casa", acrescentou.
Agravando o problema da falta de alojamento, e enquanto réplicas do tremor continuam sendo registradas, o Gabinete Meteorológico de Sichuan previu chuva durante o dia para várias regiões da província, incluindo em Wenchuan, perto do epicentro.
O governo chinês já fez um apelo por causa da necessidade urgente de barracas. Médicos e enfermeiros estrangeiros colaboram na região com as equipes de busca e salvamento, entre as quais russas, alemãs e japonesas.
O último balanço oficial afirma que o terremoto do dia 12 provocou a morte de mais de 40 mil pessoas, mas o número deve subir porque outras 32 mil continuam desaparecidas.