China promete pena dura à má gestão de doação pós-tremor
AGÊNCIA LUSA
Quarta-feira, 21/05/2008 - 10:39
Pequim - O governo chinês ameaçou os seus funcionários com a aplicação de castigos severos em casos de corrupção relacionados com os donativos para a recuperação após o terremoto de Sichuan, cita um comunicado oficial publicado nesta quarta-feira.
O documento, publicado hoje na página de internet do Conselho de Estado, diz que o Gabinete anti-corrupção vai atribuir castigos pesados a quem der mau uso ou atrasar a distribuição do dinheiro destinado às vítimas e reconstrução das povoações atingidas pelo sismo que provocou mais de 40 mil mortos e cinco milhões de desalojados.
As autoridades também afirmaram aos jornalistas na terça-feira que vão tornar pública a informação sobre a origem dos donativos de auxílio às vítimas do tremor e para onde serão encaminhados.
Muitos chineses desconfiam que a grande quantidade de donativos para a recuperação após o abalo possa ser mal aplicada ou desviada porque a corrupção é um problema na China, que envolve freqüentemente oficiais do governo.
Durante uma conferência de imprensa do Conselho de Estado, os jornalistas questionaram de que forma o governo vai assegurar a transparência do processo de gestão da ajuda à recuperação.
"É um assunto preocupante", afirmou Jiang Li, vice-ministra do Ministério dos Assuntos Civis, respondendo aos jornalistas.
Jiang citou que o Ministério que representa, o Ministério das Finanças e o Gabinete Nacional de Auditoria vão supervisionar a distribuição correta da ajuda.
O relatório do Conselho de Estado destaca que a corrupção associada "à má utilização dos fundos de recuperação do sismo" será investigada para "apurar a responsabilidade direta e a responsabilidade dos superiores das pessoas que atrasarem a distribuição, provocarem danos ou desperdícios dos fundos e dos bens de ajuda".