Johanesburgo - O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, ordenou hoje ao exército que se junte à polícia para combater a onda de violência xenófoba no país, que causou 42 mortes nos últimos dez dias, afirmou um comunicado oficial.
O chefe de Estado "aprovou o pedido dos serviços de polícia pela participação da força de defesa da África do Sul, com o fim de que cessem os ataques que estão ocorrendo contra os estrangeiros na província de Gauteng", onde ficam as cidades mais importantes do país, Johanesburgo e Pretoria, diz o informe.
Perguntado sobre o significado da "participação" mencionada no anúncio oficial, um porta-voz de Mbeki disse que o termo se refere ao "o envio das forças armadas".
Hoje, a situação estava tranqüila nos bairros mais pobres de Johanesburgo, capital econômica do país, onde começaram os ataques xenófobos a estrangeiros no dia 11 de maio.
Além de 42 mortos, os incidentes já levaram à detenção de 400 pessoas e deixaram 16 mil refugiados.
A maior parte dos estrangeiros vitimas dos ataques é de imigrantes do Zimbábue e de Moçambique, que agora tentam regressar a seus países em massa.
À noite, a violência se deslocou para Durban, capital da província de Kwazulu-Natal, sudeste do país, onde a etnia zulu é maioria. Em Umbilo, um dos bairros mais pobres da cidade, alguns estabelecimentos comerciais pertencentes a imigrantes nigerianos foram atacados por um grupo enfurecido.