Washington - O candidato republicano John McCain advertiu hoje que, caso vença as eleições norte-americanas para a presidência, não irá esperar "passivamente o dia em que o povo cubano poderá desfrutar das bênçãos da democracia e a liberdade".
Falando em Miami para um público majoritariamente composto por exilados cubanos, o senador republicano afirmou que se vencer nas presidenciais de novembro irá manter o embargo econômico sobre Havana.
McCain criticou ainda a posição do senador Barack Obama, um dos aspirantes à designação democrata para as eleições, quem no passado se declarou a favor de reuniões com líderes dos países considerados inimigos dos Estados Unidos, entre os quais Cuba e Venezuela.
Uma reunião com o presidente cubano, Raúl Castro, "enviará o pior sinal possível aos ditadores" cubanos, disse McCain.
"Meu governo pressionará o regime cubano para que este ponha em liberdade sem condições todos os partidos políticos, sindicatos e meios de imprensa e para que convoque eleições com a presença de observadores internacionais", afirmou o senador pelo Arizona.
Além disso, acrescentou McCain, "o bloqueio deve permanecer em seu lugar até que se cumpram os elementos básicos de uma sociedade democrática".